Archive for the 'Acção/Aventura' Category

08
Fev
10

Universal Soldier (1992)

The ultimate weapons of the future have just declared war... on each other.

PESSOAL DA REDACÇÃO DO SHV EM DOMINGO DE CAÇA

Após umas curtas férias, em que tivemos de andar a trabalhar nas obras para enviar um correspondente para a Meca do cinema, voltamos pela porta grande. E logo a rebentar com um filme que reúne três grandes estrelas da arte da porrada. Jean-Claude Van Damme, Dolph Lundgren e Ralph Moeller no mesmo filme é demasiado. Começamos em plena guerra do Nam, onde vemos um soldado a ficar horrorizado com os crimes que o seu sargento está a cometer. É que naquela altura, fazer colares de orelhas de chinaman não estava em voga. Ora como se matam um ao outro, o U.S. Army declara-os M.I.A. ou seja desaparecidos em combate. Anos mais tarde, reaparecem como uma nova força especial que se dedica a combater terrorismo. Mas falar para quê? Arte visual é o que nos espera nesta fita de acção Non Stop. De Roland Emmerich, ainda com as presenças de Ally Walker, Ed O´Ross, Tico Wells, Simon Rhee e Eric Norris.

Primeiro CGI utilizado na História do cinema. Universal Soldier revolucionou

Vale a pena deixar de ver a bola e a caneca da cerveja a aquecer para ver isto


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20
Dez
09

Los Violadores aka Mad Foxes (1982)

Acção em Barcelona. É como este filme se devia chamar em português. E acção de todos os géneros. Esta pérola dos nuestros hermanos é um autêntico delírio que não deixa ninguém indiferente. Paul Grau teve aqui o momento alto da sua carreira, sem qualquer tipo de dúvida (e nem preciso de ver mais nada dele para dizer isto). Vamos tentar explicar. Los Violadores começa com um casal, conduzindo um Corvette dos anos 70. O casal é interpolado por um grupo de motoqueiros nazis e na fuga um dos antagonistas tem um acidente e morre. Bah, nada de especial. O condutor quer mas é levar a sua namorada que completa 18 primaveras nesse mesmo dia a um jantar romântico. E qual a melhor prenda que se pode dar a uma namorada virgem de 18 anos perguntam vocês? Uma garrafa de Ballantine’s responde Hal (José Gras) o herói da película. A caminho de casa os motoqueiros atacam o casal, espancando Hal e violando Babsy (Andrea Albani, estrela do softcore espanhol dos anos 80). Como isto das violações tipicamente despoleta vinganças, Hal liga para o seu amigo kickboxer, que tem um dojo cheio de aprendizes desejosos de colocar em prática os ensinamentos do mestre, e então enquanto os motoqueiros fazem um funeral para o amigo, Hal e os kickboxers (que espetacular nome para uma banda) encetam uma bonita mutilação genital ao chefe do gangue e arream, de uma forma geral, no resto do bando.

Seguem-se duas ou três cenas capazes de saciar o mais fervoroso adepto do softcore, uma das quais passada numa banheira com água verde, certamente produto dos sais de banho comprados na fronteira de Vilar Formoso. Mas como estamos perante uma espécie de ping pong no argumento, chega a vez de os bandidos se vingarem da vingança de Hal. Cavalgando as suas potentes Montesa 125 (é mágico ver nazis em Montesas a estacionar numa tasca com um sinal da Fanta) assaltam a casa dos pais de Hal, chacinando as criadas e os progenitores do nosso desgraçado herói. E, como já devem estar a adivinhar, vem aí a vingança final de Hal. Pegando no seu Corvette e conduzindo pela Praça da Catalunha e Ramblas abaixo, pede indicações numas bombas de gasoil para o covil dos bandidos. Numa tasca (mais uma vez, só a magia do cinema poderia estacionar um Corvette ao pé de um Kubota) local, e depois de mamar uma Aldeia Velha por 35 pesetas, Hal enfia uma granada na sanita onde se encontra um dos violadores sentado, numa das mais originais mortes já encenadas.

A banda sonora é excelente e faz inveja a La Mandanga de El Fary. Os actores são todos estrelas do soft e hardcore espanhol da década do mundial espanhol. As passagens são geniais, Hal tem uma arma diferente em cada plano. Os diálogos são fabulosamente inapropriados e tão desconcertantes que é complicar não rir. A violência é gratuita, todas as mortes são bem esgalhadas, e no final até tem um twist completamente inesperado da minha parte, devo referir. Realizado por Paul Grau, com José Gras, Laura Prennica, Andrea Albani, Ana Roca, Hank Sutter, Peter John Saunders, Brian Billings, Diana Miller, Eric Falk, Helmi Sigg e Mary-Ann Vaughn. Totalmente recomendado, se possível sob o efeito de substâncias nocivas para os roedores em particular e mamíferos em geral.

Marante, numa festa com El Fary e Manolo Escobar, na mansão deste em Esparreguera, durante a polémica digressão na Catalunha em 1982.

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14
Dez
09

Megafault (2009)

Chegou o filme catástrofe do ano. Pela primeira vez uma aliança entre os estúdios The Asylum e o canal Syfy foi assinada e o resultado é Megafault. Tudo em redor desta super-produção foi planeado ao pormenor. O realizador é nada mais nada menos que David Michael Latt, o homem forte e co-fundador da Asylum. As estrelas foram escolhidas a dedo. Brittany Murphy no papel de uma sismóloga que é apanhada no meio de um gigantesco terramoto que afecta os Estados Unidos; Eriq Lasalle no papel de um perito em explosões que está a demolir uma montanha, mesmo no epicentro do sismo e ainda Bruce Davison como consultor da FEMA. Com um elenco destes só se podia esperar um sucesso e Megafault não desiludiu, sendo o filme mais visto de sempre nos últimos dois anos e meio na história do Syfy com mais de 2.5 milhões de espectadores. Eu confesso a minha atracção por filmes que contenham o prefixo mega incluído no título. É sempre um excelente prenúncio e normalmente quer dizer que podemos ver coisas grandes que não existem, que no fundo, é um dos benefícios do cinema. Neste caso Megafault é um gigantesco terramoto que ameaça partir os Estados Unidos ao meio e que só pode ser parado com recurso a uma arma que parece tirada de um filme do 007. Algum uso de clichés aqui e ali, ocasional lipsync, muito CGI e explosões de fazer inveja a Michael Bay e até referência a um super vulcão (para estar em sintonia com o mega terramoto) que não vai poupar nada nem ninguém. Altamente recomendado.

Bombardeamentos ordenados pelo General Catita das forças de libertação da Póvoa da Palhaça, durante a guerra dos três quinze dias.

Vale a pena deixar de ver a bola e a caneca da cerveja a aquecer para ver isto


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09
Dez
09

Captain America (1990)

Tinham acabado os loucos anos 80, Portugal não vai ao mundial realizado na Itália onde os Panzer Germânicos se vingam da final de quatro anos antes no México. Jim Henson,  Sammy Davis Jr., Greta Garbo e Ava Garner deixam o mundo dos mortais e nos cinemas, na tentativa de comemorar os 50 anos da personagem, sai o filme que hoje aqui trazemos. Embora tenha algumas estrelas no seu elenco e tendo Stan Lee como produtor, bastará aos queridos leitores verem quem estava atrás das câmaras para perceber o tipo de obra que temos pela frente. Albert Pyun lembra-vos alguma coisa? Mas acreditem que a culpa não é só dele. Era eu um jovem, viciado em comics, que lia tudo o que saía dessa fábrica das maravilhas que é a Marvel. Sndo uma empresa que tinha tido alguns trunfos na Tv e tentando dar resposta aos filmes Superman e Batman (propriedade da rival DC), a Marvel tinha já lançado em cinema Conan, qu teve sucesso, mas tanto Howard the Duck, bem como as duas tentativas de impor o Hulk da série no grande ecrã e o Punisher do Dolph Lundgren revelaram-se fiascos. Captain America não ficou atrás, comuns efeitos de chorar a rir, escudo que parecia um freesbee, foi um autentico fiasco nas bilheteiras e levando o actor principal ao limbo das produções de que ninguém ouve falar. E o pior é que nem a história condiz com as origens do homem com um A na testa. De Albert Pyun, com Matt Salinger, Ronny Cox, Ned Beatty, Darren McGavin, Michael Nouri, Scott Paulin, Kim Gillingham, Melinda Dillon, Bill Mumy, Francesca Neri, Carla Cassola, Massimilio Massimi, Wayde Preston, Norbert Weisser e Garette Ratliff Henson.

Fotografia de Paulo Bento ao saber que o Sport Desportivo das Taliscas não o quis contratar

Nem com Glenfiddich 1937 isto marcha


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08
Dez
09

Salvador (1986)

Corria o ano de 1986, e antes de Platoon assaltar os cinemas o senhor Oliver Stone lançou Salvador, um filme sobre a guerra civil em El Salvador. Talvez tenha sido rapidamente esquecido, com o sucesso que foi Platoon, e como tal, hoje em dia pouco mencionado é na filmografia de Stone, e injustamente, devo acrescentar. James Woods faz o papel de Richard Boyle, um foto-jornalista, que corria os conflitos do planeta em busca de fotografias que mostrassem a miséria humana e retratassem as guerras no seu horrífico esplendor. Em busca de mais uma história, e por falta de dinheiro, decide viajar com o amigo, Doctor Rock (Jim Belushi), um veterano alcoólico, sempre pronto para a farra, até El Salvador, onde a situação política se deteriora rapidamente, após os Estados Unidos decidirem apoiar o governo militar, na luta contra as milícias marxistas que juntavam o povo, um pouco por todo o país. Um excelente filme, que também serve como exemplo para aquela que tem sido uma das paixões de Oliver Stone, presente um pouco por toda a sua filmografia, que é a América Latina. Recentemente, tivemos o mediático Comandante, e South of the Border. Baseado em factos reais, vividos pelo próprio Richard Boyle, conta ainda com John Savage, Michael Murphy, Elpidia Carrillo, Juan Fernández, Valeria Wildman e Cynthia Gibb.

Junta militar dos Enxames marcha para a anexação da Póvoa da Palhaça na guerra dos três quinze dias.

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07
Dez
09

The Scorpion King: Rise of a Warrior (2008)

See how the legend of The Scorpion King began!

Ok, neste momento podem começar a assustar-se. Se na primeira entrega levamos com o “The Rock”, aqui  papamos com um argumento tipo rede de pesca. Prequela do filme The Scorpion King, este direct-to-video, conta-nos a infância e juventude daqule que viria a sero Scorpion King. Filmado na Africa do Sul, vemos a infância de Mathayus, ao querer fazer parte da guarda de honra do rei lá da terra. Derivado ao pai o ter defendido perante o general, o jovem herói perde o pai  jura vingança. Sendo aceite no corpo dos escorpiões negros, treina durante 6 anos, ficando o melhor estudante e quando regressa a casa, procura logo vingança sobre o general que matou seu pai. Depressa descobre que esse mesmo general se tornou rei e é uma constante ameaça. Nosso herói vai então em busca da mítica espada de Dámocles. Sejamos sinceros, a ideia até nem está mal, mas o argumento podia ser melhor, poderia ter existido melhor escolha de elenco e também sejamos francos, custa-me acreditar que a pessoa que esteve por detrás de Highlander seja o mesmo atrás disto. Russell larga o estrume e a cola pica-pau. Acorda para a vida, rapaz. De Russell Mulcahy com Michael Copon, Karen Shenaz David, Simon Quarterman, Tom Wu, Andreas Wisniewski, Randy Couture, Natalie Becker, Jeremy Crutchley, Shane Manie, Chase Agulhas, Pierre Marais, Warrick Grier, Az Abrahams, Vaneshran Arumugam e Mike Thompson.

Depois de dançar o bicho e a dança do tubarão, netinho mostra a dança do espadarte

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06
Dez
09

Wyatt Earp (1994)

The epic story of love and adventure in a lawless land.

Como já devem saber aqui na redacção gostamos de todo o tipo de filmes. De vez em quando apetece-nos perder num épico de 191 minutos para libertar a adrenalina acumulada e para isso nada melhor que um western com muita bala disparada e alguns mortos pelo meio. Mas porque falar de Wyatt Earp? Em primeiro lugar, porque é um festival de moustache. Ver tanta estrela com penugem por baixo da nariz dá vontade de rir. Também temos o caso das incoerências da história. Para começar, quando vemos os irmãos Virgil  e James a regressar a casa após a guerra civil, quem regressa é Virgil e Newton (não retratado no filme), em virtude de que James tinha regressado mais cedo após ser ferido na guerra. Josie não era assim tão conhecida no meio teatral e já estava em Tombstone quando Wyatt lá chegou. Quando Wyatt mata o tipo que dispara para o Saloon em Dogde City, estava na realidade acompanhado por James Masterson, irmão de Ed e de Bat e a tentativa de assassinato de Virgil e a morte de James é retratada no filme como se fosse ao mesmo tempo. Estas e outras não verdades, poderiam tirar o apetite ao mais ávido dos cinéfilos, mas tudo vale na 7ª arte. Isto é espectáculo, não lições de história. Costner estava envolvido no projecto Tombstone, mas por divergir com o autor da história, decidiu pegar na ideia e construir o seu próprio filme, mas nem tudo lhe correu bem, em virtude de que nas bilheteiras só ter alcançado 25 milhões enquanto Tombstone, lançado seis meses antes conseguiu 56  milhões. De salientar que Kevin Costner ganhou o Razzie como pior actor e o filme como pior sequela ou remake. De Lawrence Kasdan, com Kevin Costner, Dennis Quaid, Gene Hackman, David Andrews, Linden Ashby, Jeff Fahey, Joanna Going, Mark Harmon, Michael Madsen, Catherine O’Hara, Bill Pullman, Isabella Rossellini, Tom Sizemore, JoBeth Williams e Mare Winningham.

Ouvi dizer que no Saloon Boxinos Till Dawn estava a passar a versão Asylum do 2012? Vamos ver a matiné, Wyatt?

Mais vale ver o programa do Goucha


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