05
Mar
11

The Transporter (2002)

Rules are made to be broken

 

Depois do descanso do guerreiro, eis de volta o vosso blog preferido. The Transporter surgiu como uma lufada de ar fresco nas videotecas, tornando-se um blockbuster. Misturando artes marciais com condução perigosa, tornou Jason Statham num ícone do cinema de acção, (prefiro o Turkish de Snacth). Junta-se a fome avontade de comer, ou melhor, Luc Besson a escrever e Louis Leterrier e Corey Yuen atras das camãras e obtem-se este cocktail explosivo… A ver em alternativa a matinee da TVI

Ou me tiram da lista dos filmes mockbuster ou afiambro o padrinho de casamento do Boll

Ou me retiram da lista de actores de mockbusters ou afiambro o padrinho de casamento do Boll

 

 

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08
Fev
10

Universal Soldier (1992)

The ultimate weapons of the future have just declared war... on each other.

PESSOAL DA REDACÇÃO DO SHV EM DOMINGO DE CAÇA

Após umas curtas férias, em que tivemos de andar a trabalhar nas obras para enviar um correspondente para a Meca do cinema, voltamos pela porta grande. E logo a rebentar com um filme que reúne três grandes estrelas da arte da porrada. Jean-Claude Van Damme, Dolph Lundgren e Ralph Moeller no mesmo filme é demasiado. Começamos em plena guerra do Nam, onde vemos um soldado a ficar horrorizado com os crimes que o seu sargento está a cometer. É que naquela altura, fazer colares de orelhas de chinaman não estava em voga. Ora como se matam um ao outro, o U.S. Army declara-os M.I.A. ou seja desaparecidos em combate. Anos mais tarde, reaparecem como uma nova força especial que se dedica a combater terrorismo. Mas falar para quê? Arte visual é o que nos espera nesta fita de acção Non Stop. De Roland Emmerich, ainda com as presenças de Ally Walker, Ed O´Ross, Tico Wells, Simon Rhee e Eric Norris.

Primeiro CGI utilizado na História do cinema. Universal Soldier revolucionou

Vale a pena deixar de ver a bola e a caneca da cerveja a aquecer para ver isto


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20
Dez
09

Los Violadores aka Mad Foxes (1982)

Acção em Barcelona. É como este filme se devia chamar em português. E acção de todos os géneros. Esta pérola dos nuestros hermanos é um autêntico delírio que não deixa ninguém indiferente. Paul Grau teve aqui o momento alto da sua carreira, sem qualquer tipo de dúvida (e nem preciso de ver mais nada dele para dizer isto). Vamos tentar explicar. Los Violadores começa com um casal, conduzindo um Corvette dos anos 70. O casal é interpolado por um grupo de motoqueiros nazis e na fuga um dos antagonistas tem um acidente e morre. Bah, nada de especial. O condutor quer mas é levar a sua namorada que completa 18 primaveras nesse mesmo dia a um jantar romântico. E qual a melhor prenda que se pode dar a uma namorada virgem de 18 anos perguntam vocês? Uma garrafa de Ballantine’s responde Hal (José Gras) o herói da película. A caminho de casa os motoqueiros atacam o casal, espancando Hal e violando Babsy (Andrea Albani, estrela do softcore espanhol dos anos 80). Como isto das violações tipicamente despoleta vinganças, Hal liga para o seu amigo kickboxer, que tem um dojo cheio de aprendizes desejosos de colocar em prática os ensinamentos do mestre, e então enquanto os motoqueiros fazem um funeral para o amigo, Hal e os kickboxers (que espetacular nome para uma banda) encetam uma bonita mutilação genital ao chefe do gangue e arream, de uma forma geral, no resto do bando.

Seguem-se duas ou três cenas capazes de saciar o mais fervoroso adepto do softcore, uma das quais passada numa banheira com água verde, certamente produto dos sais de banho comprados na fronteira de Vilar Formoso. Mas como estamos perante uma espécie de ping pong no argumento, chega a vez de os bandidos se vingarem da vingança de Hal. Cavalgando as suas potentes Montesa 125 (é mágico ver nazis em Montesas a estacionar numa tasca com um sinal da Fanta) assaltam a casa dos pais de Hal, chacinando as criadas e os progenitores do nosso desgraçado herói. E, como já devem estar a adivinhar, vem aí a vingança final de Hal. Pegando no seu Corvette e conduzindo pela Praça da Catalunha e Ramblas abaixo, pede indicações numas bombas de gasoil para o covil dos bandidos. Numa tasca (mais uma vez, só a magia do cinema poderia estacionar um Corvette ao pé de um Kubota) local, e depois de mamar uma Aldeia Velha por 35 pesetas, Hal enfia uma granada na sanita onde se encontra um dos violadores sentado, numa das mais originais mortes já encenadas.

A banda sonora é excelente e faz inveja a La Mandanga de El Fary. Os actores são todos estrelas do soft e hardcore espanhol da década do mundial espanhol. As passagens são geniais, Hal tem uma arma diferente em cada plano. Os diálogos são fabulosamente inapropriados e tão desconcertantes que é complicar não rir. A violência é gratuita, todas as mortes são bem esgalhadas, e no final até tem um twist completamente inesperado da minha parte, devo referir. Realizado por Paul Grau, com José Gras, Laura Prennica, Andrea Albani, Ana Roca, Hank Sutter, Peter John Saunders, Brian Billings, Diana Miller, Eric Falk, Helmi Sigg e Mary-Ann Vaughn. Totalmente recomendado, se possível sob o efeito de substâncias nocivas para os roedores em particular e mamíferos em geral.

Marante, numa festa com El Fary e Manolo Escobar, na mansão deste em Esparreguera, durante a polémica digressão na Catalunha em 1982.

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18
Dez
09

Extract (2009)

Dez anos depois de ter realizado Office Space, Mike Judge regressa com Extract, uma comédia sobre o dia a dia do dono de uma fábrica de extracto de baunilha e outros sabores, Joel, encarnado por Jason Bateman. Um acidente bizarro que vitima Step (Clifton Collins Jr.) e o deixa sem um testículo, leva a que a fábrica corra o risco de falência, devido ao processo que Step quer instaurar, com a ajuda do seu advogado Joe Adler (uma aparição de Gene Simmons!) e da vigarista em fuga Cindy (Mila Kunis). A juntar aos problemas no trabalho, a mulher de Joel (Kristen Wiig) não quer ter sexo com ele e Joel vira-se para Dean (Ben Affleck), o seu melhor amigo que lhe dá uns quantos conselhos sob o efeito de drogas, que eventualmente complicam a vida de Joel. Na realidade, Extract, podia ter sido bem melhor, não estando ao nível de Office Space. Algum humor negro está presente, mas no geral, fica a sensação que Mike Judge podia ter feito muito melhor, principalmente com o elenco que teve a sua disposição, muitos dos quais têm entrado nesta nova onde de comédia americana.  A personagem de Mila Kunis, por exemplo, parece que caiu de pára-quedas no argumento e nunca dá a sensação de que realmente pertence ao filme. Conta ainda com J. K. Simmons, David Koechner, Dustin Milligan, Beth Grant e Matt Schulze.

Encenação da contratação de Carvalhal para o Sporting pelo grupo teatral da Liga dos Amigos dos Enxames

Vale a pena deixar de ver a bola e a caneca da cerveja a aquecer para ver isto


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16
Dez
09

Precious: Based on the Novel Push by Sapphire (2009)

Precious (cujo título há quase um ano antes de ir para Sundance era Push), anda a rodar em festivais de cinema desde o início de 2009, e tem ganho mais prémios do que há espaço aqui para os listar. Finalmente estreado, numa jogada que me parece direccionada para os Óscares de 2010, tem feito sucesso também na bilheteira. Gabourey Sidibe é Precious, uma jovem negra de dezasseis anos, obesa, analfabeta e grávida pela segunda vez do seu próprio pai. Gabby faz aqui a sua estreia como actriz e pode dizer-se que se estreia em grande. Precious tem carisma, é credível, é violenta e emocional, e dividida entre os sonhos e a realidade. Mo’nique faz, na minha opinião, o melhor papel do filme, a mãe de Precious, que vive dos welfare checks, enganando as autoridades, fingindo que toma conta da filha e da neta, revoltada contra a própria filha por esta ter roubado o amor do seu amante que assim a abandonou. Depois temos Paula Patton no papel de uma professora que vai ajudar Precious e mais umas quantas raparigas a aprender a escrever, ler, de forma a tirarem o GED. Os músicos Lenny Kravitz e Mariah Carey têm aqui também a oportunidade de fazer papéis secundários e no caso de Lenny, estrear-se no cinema. Tyler Perry e Oprah, depois do sucesso que Precious fez em Sundance pegaram no projecto para o promover. A realização foi de Lee Daniels e conta ainda com Sherri Shepherd, Angelic Zambrana, Stephanie Andujar, Chyna Layne, Amina Robinson e Xosha Roquemore. Apostem neste filme para umas poucas de nomeações para o próximo mês de Fevereiro.

Precious no seu jogging matinal, como recomendado pelo seu nutriocionista, Miguel Veloso.

Rapte a filha do projeccionista para arranjar uma cópia pirata


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14
Dez
09

Megafault (2009)

Chegou o filme catástrofe do ano. Pela primeira vez uma aliança entre os estúdios The Asylum e o canal Syfy foi assinada e o resultado é Megafault. Tudo em redor desta super-produção foi planeado ao pormenor. O realizador é nada mais nada menos que David Michael Latt, o homem forte e co-fundador da Asylum. As estrelas foram escolhidas a dedo. Brittany Murphy no papel de uma sismóloga que é apanhada no meio de um gigantesco terramoto que afecta os Estados Unidos; Eriq Lasalle no papel de um perito em explosões que está a demolir uma montanha, mesmo no epicentro do sismo e ainda Bruce Davison como consultor da FEMA. Com um elenco destes só se podia esperar um sucesso e Megafault não desiludiu, sendo o filme mais visto de sempre nos últimos dois anos e meio na história do Syfy com mais de 2.5 milhões de espectadores. Eu confesso a minha atracção por filmes que contenham o prefixo mega incluído no título. É sempre um excelente prenúncio e normalmente quer dizer que podemos ver coisas grandes que não existem, que no fundo, é um dos benefícios do cinema. Neste caso Megafault é um gigantesco terramoto que ameaça partir os Estados Unidos ao meio e que só pode ser parado com recurso a uma arma que parece tirada de um filme do 007. Algum uso de clichés aqui e ali, ocasional lipsync, muito CGI e explosões de fazer inveja a Michael Bay e até referência a um super vulcão (para estar em sintonia com o mega terramoto) que não vai poupar nada nem ninguém. Altamente recomendado.

Bombardeamentos ordenados pelo General Catita das forças de libertação da Póvoa da Palhaça, durante a guerra dos três quinze dias.

Vale a pena deixar de ver a bola e a caneca da cerveja a aquecer para ver isto


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12
Dez
09

O que eu já fiz para comer pão – Steven Seagal (parte 2)

Não sendo propriamente uma coisa que Steven Seagal já fez para comer pão, hoje vamos debruçar-nos sobre o que o mestre do Aikido faz actualmente para comer pão. Steven Seagal não pára de surpreender. Sem deixar de parte o cinema, e até com umas quantas bombas prometidas para os próximas tempos, o mestre Zen lá arranja tempo para perseguir criminosos. A revelação bombástica de que Seagal pertence ao departamento do Xerife de Jefferson Parish, no Louisiana, abalou o mundo do cinema de acção. Seagal, sempre em busca de novas formas de engordar a conta bancária, com o intuito final de engordar a sua respeitável pança, produz e protagoniza esta nova série de reality tv, denominada Steven Seagal: Lawman. O guru do tiro ao alvo, é-nos apresentado como um tough cop de aldeia no Deep South americano, mas que no fundo só quer ajudar as pessoas e os colegas a combater o crime. Para tal, Seagal, durante o dia, ajuda um colega a passar no exame de tiro ao alvo, inspirando-o com as suas técnicas asiáticas de empurrar o ar, e durante a noite persegue uns quantos suspeitos, em grandes SUVs com luzinhas vermelhas e azuis. Uma das perseguições culmina na detenção do suspeito, num parque de estacionamento do McDonald’s, e já com o suspeito no chão e com meia dúzia de polícias em volta, vemos Seagal (e outros polícias) a gritarem “Taser him, taser him!” numa cena algo reminiscente da paródia Don’t Be a Menace to South Central While Drinking Your Juice in the Hood, onde os protagonistas eram presos por, e passo a citar, “being black on a friday night”. Já agora, vale a pena referir que todos os adjectivos que são aqui usados para classificar Steven Seagal são usados por ele próprio. Vejam que vale a pena.

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