Quem nunca teve uma ressaca épica, resultante de uma noite de copos ainda mais épica? Eu já e sabe bem. The Hangover é uma comédia, que consegue acertar onde muitas outras falham, em não exagerar. Ok, quando virem a suite do Caesar’s Palace destruída e com uma galinha a solta e um tigre na casa de banho, talvez pensem que é um exagero, mas na realidade, a seu tempo, tudo será explicado. Doug (Justin Batha) vai com os seus dois melhores amigos, Phil (Bradley Cooper) e Stu (Ed Helms), e com o seu futuro cunhado Alan (Zack Galifianakis) passar uma última noite de loucuras em Las Vegas, antes de se casar. No dia seguinte Doug desapareceu e ninguém se lembra de nada do que aconteceu. Mais uma vez, sem exagerar, é uma comédia que passa num instante com excelentes momentos, e que vale a pena ver até ao fim (os créditos acho que ainda são a melhor parte). Recomendado a todos os animais que festejam noite dentro e que passam as manhãs na cama, não conseguem almoçar e têm que usar óculos escuros durante o dia seguinte.
Oh fáchabor, é um quarto com jacúze para trazer as miúdas do baile, depois do concerto (Marante e os Diapasão na sua digressão mundial em Las Vegas)
Arranje um emprego como vendedor de pipocas para ver o filme no cinema
Guy Terrifico é uma estrela do country rock canadiano dos anos 60. Guy Terrifico é um ícone da juventude, pela sua irreverência. Guy Terrifico é um amante que deixa as mulheres sem sentidos. Todas estas facetas são retratadas neste mockumentary, que inventa Guy Terrifico (Matt Murphy) como o protótipo perfeito da estrela da música da década. Penso que por cá isto passou há uns anos no Indie Lisboa, para relembrar quem tenha oportunidade de ter visto. Com entrevistas (inventadas) a Kris Kristofferson, Merle Haggard, Levon Helms, Phil Kaufman, e muitos mais do meio da música, vamos desvendando o personagem, a influência que teve e como desapareceu um dia, no meio de um concerto, deixando apenas o som de balas, uma nuvem de fumo e o cheiro a álcool para trás, para nunca mais ser visto. Não sendo uma biopic, podemos fazer um paralelismo com Walk the Line, (só porque é o único filme sobre músicos country que me lembro) mas com alguns disparates subtis à mistura. Escrito e realizado por Michael Mabbott, é bastante original e dá para umas gargalhadas valentes.
Marante, man, larga aí a ganza e começa lá a acompanhar esta malha.
Arranje um emprego como vendedor de pipocas para ver o filme no cinema
Uma produção série C com Ivan Sergei num papel de clone de Indiana Jones parece perfeita para uma tarde da TVI, e é mesmo, não querendo com isto dizer que não é divertido. Este primeiro filme de Jack Hunter é bem melhor do que estava a espera, e bem melhor que o último Indiana Jones também. Também mete russos e alemães ao barulho, numa trama que não fica resolvida e que continuará para a sequela. A aventura de Jack Hunter (Ivan Sergei) começa com um roubo de uma antiga placa de pedra num museu de Paris, que Jack traz a Frederick Shaffer (Sean Lawler), o seu mentor na California. Mais tarde, o assassinato de Frederick e o roubo da placa levam Jack a viajar para a Síria, onde se passa o resto da acção, e onde conhece a miúda do filme, Nadia Ramadan (Joanne Kelly), Tariq (Mario Naim Bassil), o idiota que faz a parte anedótica do filme e reencontra o seu némesis Albert Littmann (Thure Riefenstein). A ver para quem gosta de aventuras ao estilo de Indiana Jones, mas ficou desiludido com o último. Pelo menos aqui ninguém precisa de se sentir mal com os milhões gastos no orçamento. Realizado por Terry Cunningham, conta ainda com Susan Ward e Muhammed Cangoren.
Há quem goste de Star Wars, de Star Trek, mas eu gosto mesmo é do Stargate. Cuidado Richard Dean Anderson que ainda te vou tirar o lugar.
Vale a pena deixar de ver a bola e a caneca da cerveja a aquecer para ver isto
Aqui está a última parte da trilogia ninja de Kosugi/Firstenberg. Agora temos na nossa frente um filme que mistura ninjas com exorcista. A rapariga que está no poster, que por acaso até é bem boa, recebe sem dar conta, o espírito de um ninja negro, ou seja, demoníaco (ela não lavou as mãos e isto apanha-se tipo gripe A). Começa então a vingar-se de todos os polícias que assassinaram o corpo anterior que esse mesmo espírito possuia. Entra então em cena o nosso Shô Kosugi, já sem um olho, em virtude de o ter perdido num confronto com este mesmo espírito. Posso dizer, com franqueza, que este é sem dúvida, o ultimate movie sobre ninjas. Preparem-se porque aqui vai acontecer de tudo. De Sam Firstenberg com Shô Kosugi, Lucinda Dickey, Jordan Bennett, David Chung, Dale Ishimoto, James Hong, Bob Craig, Pamela Ness, Roy Padilla, Moe Mosley, John LaMotta, Ron Foster, Steven Lambert, Earl W. Smith e Carver Barnes.
Já fugi à bofia, agora é só chegar ao pé do Tony Carreira para me autografar o Album
Vale a pena deixar de ver a bola e a caneca da cerveja a aquecer para ver isto
Admito que vi esta comédia porque gosto do papel do Jeremy Piven no Entourage, e no cinema também tem havido umas surpresas agradáveis quando ele entra (Smokin’ Aces, por exemplo). No entanto, em The Goods, não consegue atingir o nível que estava a espera, muito por causa do argumento e das piadas que, em vão, tentam arrancar uma gargalhada. O elenco até é promissor, com muitas figuras desta new wave da comédia americana, que vem saindo da toca (e da TV) ao longo desta década. Estamos a falar de Ed Helms, Rob Riggle, Craig Robinson, Tony Hale e David Koechner, entre outros. Don “The Goods” Ready é um vendedor de automóveis que passa 51.5 semanas por ano na estrada, a saltar de stand em stand, como um mercenário contratado para vender carros, quando os donos dos stands precisam de mais vendas. Parece absurdo não é? Com algum non-sense à mistura, as vendas lá vão saíndo, e o passado misterioso de Don Ready vai-se desvendando, até acabar tudo bem. Realizado por Neal Brennan, conta ainda com Ving Rhames, James Brolin, Kathryn Hahn, Jordana Spiro, Ken Jeong, Alan Thicke, Charles Napier e Jonathan Sadowksi. Incluí ainda participações especiais de Gina Gershon e Will Ferrell.
E vai daí o Tempest sai da casa de banho, vestido de empregada francesa e com um balde da KFC na mão cheio de pinheiros aromatizados para o carro!!
400 years of training in the art of sudden death... unleashed on 20th century America
Aqui está um clássico dos clubes de vídeo. Meu Deus, eram filas de pessoal para alugar esta bomba. Aqui estão as bases para os filmes de ninjas, porque a qualidade dos filmes de ninjas tem duas palavras: Kosugi e Firstenberg. Cho é um mestre treinado na arte ninja, que devido à sua família ser massacrada por ninjas, vai viver para os U.S.A.. Na terra do Tio Sam leva uma vida pacata, tendo uma loja onde vende bonecas chinesas. O que ele não sabe é que o seu associado trafica droga dentro das bonecas para um poderoso barão da droga. Ora, o sócio ao descobrir que este barão lhe pretende passar a perna, faz a sua vingança pessoal, visto a também ter tido o treino ninja. Mas durante as suas acções o filho de Cho, vê a face do associado e é então que começa a caça ao petiz. Jurando vingança, Cho volta a vestir a farda negra e vai de começar a dar pancada e a aviar o povo do filme à boa maneira ninja. De Sam Firstenberg (esse monstro sagrado dos filmes ninjas e de ciborgues), com Shô Kosugi, Keith Vitali, Virgil Frye, Arthur Roberts, Mario Gallo, Grace Oshita, Ashley Ferrare, Kane Kosugi, John LaMotta, Mel Hampton, Oscar Rowland, Professor Toru Tanaka, Don Shanks, Joe Pagliuso e Ladd Anderson.
Os Village People a tentar convencer Shô Kosugi a fazerem a banda sonora.
Arranje um emprego como vendedor de pipocas para ver o filme no cinema
Esta velhinha cassete, estrela de vídeo clube dos anos 90 na secção de terror, traz-nos um dos contos de Randolph Carter, um conhecido personagem na ficção de Howard Phillips Lovecraft. Um grupo de jovens da Miskatonic University (do universo lovecraftiano), decide investigar uma mansão abandonada nuns bosques ali perto, e ao mesmo tempo aproveitar para uma tórrida noite de sexo sem protecção. O plano sai furado, porque a dona da casa não estava para aturar os jovens a deixar garrafas de cerveja em cima da bela mobília do século XIX. Assim, partimos para um excelente filme de terror à antiga, com coisas sobrenaturais q.b., demónios, comédia parva e claro umas pinguitas de sangue. A atmosfera negra do filme consegue capturar bastante bem o ambiente dos livros de Lovecrat, tendo em conta que isto foi feito na era da série B para vídeo. De Jean-Paul Ouellette, com Mark Kinsey Stephenson, Alexandra Durrell, Laura Albert, Eben Ham e Mark Parra.
Para a próxima vê se trazes umas velas de cheiro, que o mofo não é muito afrodisíaco...
Vale a pena deixar de ver a bola e a caneca da cerveja a aquecer para ver isto
JUSTICE NOW without the constraints of the legal system
Aqui a redacção tem um carinho muito especial por C. Thomas Howell. Os grandes estúdios nunca souberam aproveitar o grande actor que ele é, e agora ele está confinado a fazer mockbusters para deleite de muitos dos seus fãs. Neste The Sweeper, Howell é Mark Goddard, um polícia que herdou o gosto da profissão do seu pai e que após as suas incursões pelo mundo da criminalidade, fica com nove mortes no seu cadastro. É então que é convidado por parte de um clube de ex-polícias, que pretendem limpar a sociedade, de toda a escumalha que por cá habita. É a partir daqui e desta ligação, que Mark vai tentar encontrar os criminosos que mataram a sua família. Esqueçam Rambo, Commando e outros que tais. The Sweeper é pura adrenalina. De Joseph Merhi, com C. Thomas Howell, Jeff Fahey, Ed Lauter, Kristen Dalton, Janet Gunn, Felton Perry, Max Elliott Slade, Cynda Williams, Kathrin Lautner, Mark Knudsen, John Saint Ryan, Jim O’Malley, Jon Ingrassia, Christopher Allport e Michael Shamus Wiles.
Eh lá, consegui encontrar a versão Mockboster de O Senhor dos Aneis
Vale a pena deixar de ver a bola e a caneca da cerveja a aquecer para ver isto
Normalmente, Simon Pegg é meio caminho andado para uma comédia ser porreira. Neste caso, e uma vez que se trata de uma comédia romântica, nem por isso. O argumento é demasiado típico de comédia romântica, caindo na espiral descendente de filmes boy loves girl-girl dumps boy-boy gets the girl (again). Como curiosidade, isto foi realizado pelo ex-Friend David Schwimmer e conta com Dylan Moran, o lunático Bernard Black da série Black Books, que é provavelmente o melhor do filme. Dennis Doyle (Simon Pegg) é um segurança numa loja de roupa de senhoras, que deixou a sua noiva grávida (Thandie Newton) no altar. Cinco anos volvidos, Dennis continua apaixonado pela miúda mas surge o novo noivo perfeito que corre maratonas (Hank Azaria), e portanto a única maneira de reconquistar a miúda é correr uma maratona. A ver apenas em extrema necessidade de fazer a vontade à cara-metade (levem um telemóvel com rádio para ouvir o relato da bola, sempre aproveitam o tempo para alguma coisa útil).
Isso, se não correres depressa a Asylum ainda te apanha.
Depois de uma reunião das altas esferas da direcção do SHV, ao mais alto estilo (não existem registos fotográficos, mas para terem uma ideia, assistam ao 5 minutos iniciais do vídeo A Sardinha, da Paraíso Filmes, para terem uma ideia como foi), num restaurante chinês, que fica localizado num local que nem nós sabemos bem onde fica, decidimos por unaminidade que o monstro sagrado deste mês seria Sho Kosugi.
Sho Kosugi, aka Shô Kosugi, tem 1,85 m e é um grande amigo da redacção, em virtude de provavelmente sermos os únicos em Portugal que assistimos aos filmes dele. Sho (Shõichi) nasceu a 17 de Junho de 1948, em Minato, arredores de Tóquio. Aos 5 anos e meio de idade começou a treinar a arte de bem arrear no pessoal com estilo (também conhecido como artes marciais), sendo que aos 18 anos já possuía, entre outros, o titulo de campeão de Karaté All-Japan. Aos 19 anos, decide arrumar a trouxa e partir à conquista do American Dream. Após 8 anos a fazer de duplo e de extra no cinema, consegue atingir o seu primeiro papel de relevo. Hoje em dia, é considerado o primeiro actor Nipônico a atingir o patamar de Superstar.
Durante os finais dos anos 70 e até finais dos 80, Sho entrou em várias produções, com o selo de qualidade Cannon, onde normalmente interpretava o papel de Ninja. Com papéis em filmes como Enter the Ninja (1981), Revenge of the Ninja (1982), Ninja III: The Domination (1983), Nine Deaths of the Ninja (1984), Pray for Death (1985), Rage of Honor (1986), Master Class (1985) e Ninja Theater (1986), Sho conseguiu obter sucesso internacional. Pat Rod, jornalista reconhecida do meio cinematógrafico, conta que em viagens que fez à Grécia e a Turquia, o povo perguntava-lhe se ela conhecia o Sho. Tentou no final dos anos 80, obter uma nova imagem, participando em filmes em que não fazia de ninja: Black Eagle (1987), do qual a redacção do SHV já falou, Blind Fury (1988) e Journey of Honor: Shogun Mayeda (do qual também foi produtor em 1990), são alguns dos exemplos da tentativa de tirar o fato negro.
Afastado do cinema desde essa altura, Sho fundou em Hollywood o Sho Kosugi Institute (SKI), que tenta ajudar jovens promessas, tanto nas áreas das artes marciais, bem como nas arte da ginástica, dança, interpretação, musica e Taiko (são os tambores Japoneses). Participou, dando a contribuição para os movimentos e voz no jogo Tenchu e está para breve o seu regresso ao grande ecrã, com Ninja Assassin. De salientar, que por várias vezes os seus dois filhos, Shane e Kane Kosugi, participaram em várias das suas incursões cinematógraficas.
Comentários Recentes